From Johan’s Desk

A idéia de Arquitetura Sustentável

Muitos anos atrás, o nosso professor universitário iniciou sua palestra sobre ahistória com as palavras: “aprendemos a história, então não temos de repetí-la.”

O que está acontecendo agora em todo o mundo. Além do mais encontramos umapalavra para isso: auto sustentabilidade. Nós também a usamos na construção e na arquitetura.

No entanto, se a arquitetura não fosse auto-sustentável, todos os edifícios deoutros anos teria desaparecido.

Se olharmos e observarmos a arquitetura, vemos que em toda a história asconstruções foram auto sustentáveis. Isso está relacionado às condiçõesclimáticas locais, ao uso de espaço, dos materiais e o senso de beleza.
Infelizmente demos um passo global e praticamente todas as variaçõesarquitetônicas desapareceram. A indústria assumiu o controle, assim como otransporte. O resultado é que encontramos exatamente o mesmo tipo dearquitetura, seja no Alasca ou na Etiopia.

Precisamos voltar para o passado a fim de encontrar arquitetura ou Bio-arquitetura, se assim a quiser chamar.

Agora, olhando para a arquitetura sustentável, temos que compará-la com aarquitetura “não” sustentável. Em outras palavras, temos de escolher e incluemmuitas alternativas de tecnologias para lidar com as necessidades variáveis daspessoas que vivem nessa área.

Se olharmos bem para as tribos na Amazônia, vamos descobrir excelentessoluções estruturais para as condições muitas vezes adversas de calor ou chuva,sempre utilizando somente materiais locais. Mais uma vez, ao olhar para opassado vemos que, se um projeto arquitetônico não fosse sustentável, nunca iriasair da prancheta.

Durante a primeira metade do céculo passado um filósofo alemão Hans Vaikingerescreveu muito sobre isso em nosso pensamento, para evitar “porque”, mas simusar o “similar”. Ou seja, em vez de explicar uma idéia através da lógica, como foi feito nos últimos dois séculos, o narador vai dar um exemplo de uma idéia similar. Esta forma de ilhar a realidade tem sido comum em muitas culturas, como por exemplo Zen ou no Sufismo. Uma “situaçao similar” contada como anedota ou um incidente bem humorado, vai fazer o ouvinte observar com humor, e tirar sua própria conclusão.

Só recentemente ele é mencionado novamente, com o nossocrescente interesse na abordagem oriental ao pensamento criativo, utilizando ohemisfério direito do nosso cérebro.

Notamos uma situação semelhante com a palavra “verde”. Não remotamente, erausada para descrever uma cor ou, na natureza, descrever um processo deamadurecimento.

Atualmente, graças ao uso corrupto da linguagem e do comércio – esta palavra éusada em muitos situaçãoes para geralmente não dizer nada. Que, naturalmente,é exatamente a idéia existente, dizer algo e depois não ser responsável pelasconsequências.

No entanto, nem tudo está perdido na nossa forma de compreensão e ensino dearquitetura. Permitam-me lembrá-los da capital incrívelmente bela do ImpérioAsteca “Tenochtitlan”. No México os arquitetos ficaram conhecidos como”tlayoltehuani”ou “aqueles que usam o seu coração para fazer coisas divinas”.

Por quê divina? Ou seja, usando o nosso coração, nossa intuição, nosso ladodireito do cérebro, para trazer novamente uma arquitetura mais responsável,apreciado pelo povo ao vagar entre os espaços construídos e bem integrados com a natureza circundante.

Não devemos esquecer que o papel do artista é manter acordada a parte divina que existe dentro de qualquer ser humano.

By Johan van Lengen, written  in response to the recent flooding disaster in BomJardim and Nova Friburgo, Rio de Janeiro.

 

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